Os fundos de investimento vêm ganhando aderência dos investidores brasileiros por serem uma modalidade de investimento que agrada todos os tipos de investidores. Existem fundos de investimento para todos perfis de investidores, seja aqueles que preferem a segurança ou aqueles que buscam um maior risco.
Dentre os benefícios estão: gestão de um profissional, variedade de investimentos, diversificação e muito mais.
Preparamos este artigo para te auxiliar a conhecer esta modalidade de investimentos, demonstrando quais são as vantagens e desvantagens, quais as taxas e muito mais. Vem com a gente!
O que são fundos de investimento?
Fundos de investimento são compostos por um conjunto de investidores que contribuem financeiramente com objetivos de obter rendimentos no mercado financeiro. O dinheiro captado é então investido em ativos financeiros e administrado por profissionais.
As pessoas que investiram no fundo obtêm os ganhos de acordo com a sua participação. Os profissionais que administram o fundo podem decidir como o dinheiro é usado, mas devem garantir que as decisões sigam as metas e normas estabelecidas pelo fundo. Se o fundo for bem, suas cotas aumentam de valor, trazendo ganhos aos investidores.
Como os fundos de investimento funcionam?
Os fundos de investimento tem suas próprias regras e regulamentos que detalham sua gestão, custos, a que tipo de pessoas o fundo se destina e outras informações importantes. Essas informações ficam reunidas na lâmina do fundo, onde constam todas as regras e pontos que você precisa saber antes de investir.
Por trás de um fundo, há duas figuras importantes que você conhecer:
A primeira delas é o administrador do fundo, responsável pela manutenção do fundo. Ele cria, administra e cuida do fundo. O administrador também determina a regulamentação do fundo, bem como suas metas e regras de investimento.
O segundo é o gestor do fundo, o responsável pela tomada de decisões sobre os investimentos do fundo, de acordo conforme as regras do regulamento, sendo a figura principal, uma vez que os rendimentos dependem diretamente dele.
Assim como há muitos gestores, há também muitos fundos distintos nos quais um investidor pode investir, como: renda fixa, ações, câmbio e o multimercado, uma “mistura” entre as classes de ativos. Veja cada um deles abaixo.
Os tipos de fundos de investimento
Fundos de renda fixa
Os fundos de renda fixa devem aplicar pelo menos 80% de seus recursos em ativos de renda fixa, como CDBs, LCIs e LCAs, CRIs e CRAs, debêntures, títulos públicos, etc.
Esses fundos, em sua grande maioria, possuem retorno atrelado à Selic ou CDI e são afetados por essas taxas. Com base nisso, quanto maiores forem essas taxas, maiores serão os retornos.
Alguns fundos têm diferentes níveis de risco, retorno e liquidez. Alguns permitem que você resgate apenas alguns dias após fazer a solicitação e por isso não possuem tanta liquidez, enquanto outros oferecem liquidez diária ou imediata.
Fundos de ações
Os fundos de ações devem investir pelo menos 67% de seus recursos em ações. O dinheiro restante pode ser investido em outros tipos de ativos. Como o mercado acionário oferece riscos aos investidores, esse tipo de investimento só é recomendado a investidores que possuem perfil de investimento moderado ou arrojado.
Alguns fundos se concentram em empresas maiores e estabelecidas no mercado, enquanto outros procuram empresas de rápido crescimento com grande potencial de retorno. Cada fundo terá sua própria estratégia de investimento.
Fundos de câmbio
Os fundos cambiais precisam investir 80% de seus recursos em moedas estrangeiras, como o dólar, euro, libra, entre outras. Dessa forma, o retorno desse fundo será dado pela variação dessas moedas.
Esse tipo de fundo também oferece um alto risco e é interessante para quem deseja proteger seu patrimônio do risco geográfico, isto é, não deixar todo seu dinheiro em uma única moeda, como o real, por exemplo.
Fundos multimercado
Os fundos multimercado podem investir em qualquer classe de ativos que desejarem sem nenhum compromisso de investimento mínimo, podendo diversificar entre renda fixa, ações, câmbio, etc.
Além disso, eles podem investir tanto no mercado brasileiro quanto no internacional. Alguns fundos multimercado irão buscar uma maior segurança, se concentrando mais em renda fixa, enquanto isso, outros fundos irão concentrar seus investimentos em ativos de risco para buscar maiores retornos.
Cotas
O fundo é dividido em pequenas partes chamadas cotas. Quando você investe em um fundo, na verdade, está comprando cotas do fundo. Se você quiser investir 1.000 reais em um fundo que tem cotas no valor de R$ 5 cada, você comprará 200 cotas desse fundo.
O percentual de retorno obtido por um investidor é calculado pelo valor das cotas que ele possui. No exemplo anterior, se as cotas valiam R$ 5 no início do ano e passam a valer R$ 6,25 um ano depois, o retorno é de 25%.
Tributação e cobrança de come-cotas
A tributação sobre os fundos de investimento dependem do prazo do investimento, bem como quais ativos que este fundo investe. A tributação incide sobre a rentabilidade alcançada pelo fundo e varia de fundo para fundo.
Para os fundos de ações, no momento do resgate é cobrado 15% sob a forma de imposto de renda. Já o restante dos fundos irão seguir a seguinte tabela regressiva de Imposto de Renda:
| Prazo de Investimento | Alíquota de IR |
|---|---|
| até 6 meses | 22,50% |
| 6 meses a 1 ano | 20,00% |
| 1 a 2 anos | 17,50% |
| acima de 2 anos | 15,00% |
Além disso, com exceção dos fundos de ações, existe outra tributação que incide sobre os fundos, que é o “come-cotas”. O imposto é assim chamado, pois ele diminui o número de cotas do fundo.
A alíquota cobrada por esse tipo de imposto é de 15% do rendimento. No momento do resgate, se a taxa de juros for superior a 15%, o investidor tem que pagar apenas o que já deve, pois há um ajuste para baixar a taxa cobrada e o investidor não pagar um “imposto excedente”.
Fundos abertos e fundos fechados
Você poderá encontrar dois tipos de fundos de investimento: os fundos abertos e fechados.
Alguns fundos permitem que os investidores negociem cotas no mercado secundário, como é o caso dos fundos abertos, enquanto outros fundos só permitem que os investidores comprem novas cotas ou vendam suas cotas durante os períodos de captação, a exemplo dos fundos fechados.
Dessa forma é importante se atentar em qual fundo investir, visto que se você precisar do dinheiro no curto prazo, poderá não tê-lo, pois o prazo de resgate ocorrerá apenas em alguns períodos. Os fundos abertos oferecem mais liquidez ao investidor, permitindo que ele venda suas cotas a qualquer momento.
Além disso, é comum que os fundos tenham um prazo de resgate maior, pois o gestor do fundo precisa desfazer a posição dos investidores para cumprir a solicitação de resgate. O prazo de resgate é definido por D + quantidade de dias úteis para o resgate ocorrer.
Por exemplo, se um fundo possui prazo de resgate “D+15”, isso significa que você receberá seu dinheiro 15 dias após solicitar seu resgate.
Quais são as taxas cobradas pelos fundos de investimento?
Além do desconto do imposto de renda, existem duas outras taxas que são cobradas dos cotistas, elas são:
- Taxa de administração: taxa cobrada para remunerar o gestor do fundo que incide sobre o montante investido pelo fundo. Ela varia de 0,3% a 1% para fundos de gestão passiva e de 1% a 2% para fundos que fazem gestão ativa.
- Taxa de performance: cobrada quando o fundo entrega um resultado acima da meta estabelecida, servindo como uma espécie de bonificação pelo bom desempenho do fundo.
As vantagens de se investir através de um fundo de investimento
Os fundos combinam os recursos de muitos investidores, formando um grande patrimônio que possibilita acessar diferentes classes de ativos, incluindo estrangeiros, que não seriam acessíveis ao pequeno investidor.
Além disso, os fundos permitem uma maior diversificação e podem ajudar a reduzir o risco de sua carteira. Conforme dito, você pode diversificar entre fundos de renda fixa, de ações, cambiais e muito mais!
Outro ponto importante é que existem profissionais por trás do gerenciamento desses fundos, ou seja, os gestores conhecem bem o mercado e fazem análises mais profundas sobre os investimentos do que um investidor individual com pouco conhecimento.
Como escolher um bom fundo de investimento
Para escolher um bom fundo de investimento, você precisa antes traçar o seu objetivo com esse investimento. Ele é de curto prazo, médio prazo ou longo prazo?
Após ter definido isso, você precisa escolher um fundo que faça sentido para você. Se você estiver buscando segurança e liquidez, talvez faça sentido escolher um fundo de renda fixa com um prazo de resgate baixo.
Se estiver buscando uma melhor rentabilidade com um risco baixo, os fundos multimercados podem ser uma boa opção. Por fim, se estiver buscando uma rentabilidade alta, os fundos de ações, cambiais e outros dessa modalidade podem ser uma opção.
Cabe a você decidir qual é o melhor fundo de investimento para você, por isso, faça uma boa pesquisa, leia a lâmina informativa, conheça os gestores e a história do fundo, para aí então realmente investir.





