Quando alguém busca saber como vai à bolsa de valores do Brasil, é comum se espelhar no Índice Ibovespa (IBOV) para saber como está o desempenho das empresas brasileiras. Ele é informação relevante em jornais e é bastante comum ouvirmos jornalistas noticiarem: “o índice Bovespa subiu hoje motivado pela…”. Mas por que devemos nos importar com ele?
É justamente isso que iremos tratar neste post, buscando trazer um melhor entendimento sobre o assunto para nossos leitores para que você entenda a importância deste índice em nossa bolsa. Boa leitura!
O que é o Ibovespa?
Criado em 1968, o índice Ibovespa contava com apenas 17 empresas e surgiu um ano depois do início das negociações da Bolsa de Valores de São Paulo. Naquela época, o índice representava o desempenho de empresas situadas em setores como commodities e algumas indústrias, atividades em que o Brasil se destacava no período. Como o índice contava com poucas empresas, algumas empresas acabavam tendo uma maior relevância, como foi o caso da Telebras, que na década de 1990 chegou a representar 50% do Ibovespa.
O índice Ibovespa é muito importante para o mercado acionário brasileiro, pois ele representa o desempenho da bolsa nacional e serve de referência para os investidores estrangeiros. No momento que escrevemos este artigo, o índice conta com 93 ativos de 90 empresas, sendo que as ações do Itaú Unibanco (ITUB4), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e Banco Bradesco (BBDC4) representam a maior parte do índice por serem empresas consideradas blue chips.
O índice sobe quando as empresas se valorizam no mercado de ações, aumentando a pontuação do índice. Caso as empresas tenham quedas nos preços de suas ações, o índice acaba caindo junto. Atualmente, o índice Ibovespa está em 108.935,39 pontos (queda de 1,58% em relação ao dia 25/04).
Quais são os critérios para um empresa participar do Ibovespa?
Mas você pode estar se perguntando: “como que uma empresa faz participar do índice Ibovespa?”. Bem, existem algumas regras que definem qual empresa participa ou não do índice, elas são as seguintes:
- Volume de negociação maior ou igual a 0,1% do mercado à vista.
- Participação em 95% dos pregões do ano.
- Não se enquadrar na classe de ações “penny stock” (ações que possuem preço inferior a R$1).
Caso a empresa cumpra estes requisitos, ela estará elegível a adentrar no índice. É importante lembrar que a B3 reavalia a cada 4 meses todas as ações que fazem parte do Ibovespa, a primeira avaliação com prazo de janeiro a abril, a segunda partindo de maio até agosto e a terceira com prazo de setembro a dezembro.
Uma curiosidade é que essas regras estiveram em vigor durante 45 anos, de 1968 até 2013, porém em 2014 houveram algumas alterações e mudanças no cálculo do índice. Para compreender melhor quais são todos os critérios estabelecidos, acesse o site da B3, pois lá você encontrará todas informações completas.
Como o índice Ibovespa é calculado?
Agora que você já compreendeu o que é Ibovespa, chegou o momento de saber como ele é calculado. O objetivo desse índice é mostrar a performance das ações negociadas na bolsa brasileira e isso ocorre através de um índice. Basicamente, cada ponto no índice equivale a 1 real, ou seja, se você quiser montar uma carteira semelhante ao índice, terá que ter em torno de R$ 111 mil nas cotações atuais.
A variação no índice reflete a alteração no preço das ações, ou seja, quando a pontuação sobre, podemos dizer que na média as ações se valorizaram, enquanto quando ele cai, significa que boa parte dos ativos que compunham o índice tiverem queda em seus preços. No curto prazo o índice costuma variar bastante, mas quando olhamos para o longo prazo, é possível tirar algumas conclusões sobre o desempenho da bolsa.
Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.





